Logo NDM
Aneel/Mosna: Teto a ser fixado por medida provisória para CDE tem que ser o de 2025

Aneel/Mosna: Teto a ser fixado por medida provisória para CDE tem que ser o de 2025

Em um evento em São Paulo, o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Mosna, discutiu a fixação do teto da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) prevista na Medida Provisória 1.304. Ele enfatizou a importância de considerar o orçamento de R$ 50 bilhões para 2025, destacando a necessidade de definir claramente o limite de gastos. Mosna concordou com o diretor-geral Sandoval Feitosa sobre a importância de estabelecer o teto para o ano em questão, evitando incertezas e possíveis aumentos indiscriminados de subsídios ao longo do ano. O texto da MP propõe que o limite seja equivalente ao orçamento da CDE para 2026, o que Mosna considera uma abordagem inadequada, comparando-a a deixar alguém no mercado sem restrições. A CDE, um fundo setorial presente na conta de luz, financia subsídios e políticas do setor elétrico, e seu orçamento tem aumentado significativamente, chegando a cerca de R$ 37 bilhões em 2024. A discussão sobre o teto da CDE reflete a preocupação em controlar os gastos e garantir a sustentabilidade financeira do setor elétrico. (BroadcastEnergia – 20.10.2025)

Relator da MP do setor elétrico defende foco no consumidor e teto para subsídios

Relator da MP do setor elétrico defende foco no consumidor e teto para subsídios

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da Medida Provisória 1.304/2025, defendeu que a prioridade na discussão da proposta deve ser o consumidor de energia elétrica, com garantia de acesso a um serviço confiável e a preços justos. Ele criticou o peso excessivo dos subsídios pagos via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cujo orçamento ultrapassa R$ 50 bilhões, e propôs estabelecer um teto, congelado e corrigido pela inflação, para evitar novos encargos sobre a população. Braga destacou a necessidade de realocar subsídios, respeitando contratos já firmados, mas abrindo espaço para soluções como o armazenamento de energia e a modernização da transmissão, essenciais para enfrentar cortes de geração e problemas de excesso de energia solar fora do horário de pico. O parlamentar alertou que o setor precisa de reestruturação profunda para evitar o risco de colapso do sistema e lembrou episódio de quase apagão em agosto, quando o excesso de geração renovável levou o ONS a desligar usinas. (Valor Econômico – 15.10.2025)

GD deve pagar ‘encargo’ por desequilibrar sistema, diz Eduardo Braga

GD deve pagar ‘encargo’ por desequilibrar sistema, diz Eduardo Braga

O relator da MP 1.304, senador Eduardo Braga (MDB-AM), defendeu que a micro e minigeração distribuída (MMGD) arque com um encargo para não “desequilibrar o sistema”, argumentando que a GD não pode operar apoiada em uma rede “velha” e sem investimentos em medição inteligente e modernização. Ele vinculou a expansão de renováveis à necessidade de armazenamento e de hidrelétricas com reservatórios, afirmando que energia só será “a mais barata” se for firme — isto é, se o custo do carregamento do armazenamento estiver embutido no MWh. Braga também criticou a contratação de geração sem ponto de conexão, classificando-a como “crime contra a sociedade”. O senador lamentou a ausência do ONS na audiência e disse que a comissão ainda fará duas audiências sobre curtailment e armazenamento. Segundo ele, seu relatório buscará consenso antes do prazo final da MP, no início de novembro. O fio condutor é equacionar a expansão renovável com segurança operativa, preços e sustentação econômica da rede. O debate recoloca a alocação de custos (rede, flexibilidade, serviços ancilares) no centro da discussão sobre GD. (Megawhat – 14.10.2025)

Para limitar subsídios, Aneel passará a considerar “complexo de geração” no desconto de transmissão

Para limitar subsídios, Aneel passará a considerar “complexo de geração” no desconto de transmissão

A Aneel estabeleceu uma nova regra para a concessão de descontos nas Tarifas de Uso dos Sistemas de Transmissão (Tust) e de Distribuição (Tusd) para empreendimentos de geração renovável. A resolução aprovada no dia 7 de outubro estabelece condições claras para evitar o fracionamento de projetos eólicos e solares de grande porte, com a finalidade de enquadramento no benefício. Em resumo, a legislação autoriza a aplicação do desconto mínimo de 50% na tarifa fio para empreendimentos com até 300 MW, entretanto, uma auditoria do TCU apontou que a concessão irregular dos subsídios pagos pelo consumidor a usinas de grande porte teria sido fracionada. Pela nova regra, a Aneel passa a utilizar o conceito de complexo de geração na análise dos pedidos de emissão, para efeito de aplicação do desconto. Ou seja, a agência vai verificar a soma da potência injetada, considerando o limite de 300 MW para enquadramento. Por fim, o tribunal deu 180 dias para a agência apresentar um plano de ação para aprimoramento das regras e deverá conter ações corretivas em relação a empreendimentos já autorizados. (Agência CanalEnergia – 07.10.2025)

Artigo de Joisa Dutra: “O mito da modicidade tarifária”

Artigo de Joisa Dutra: “O mito da modicidade tarifária”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Joisa Dutra (Diretora do FGV-Ceri) trata das contradições e desafios nos setores de energia e saneamento, destacando que, embora se busque acesso universal, tarifas acessíveis, resiliência climática, previsibilidade regulatória e retorno aos investidores, esses objetivos não podem ser alcançados simultaneamente sem reformas profundas e escolhas difíceis. Ela cita um relatório recente do Reino Unido que propõe uma revisão estrutural completa, incluindo a extinção do regulador atual, para superar a deterioração dos serviços e a falta de investimentos. Dutra ressalta que o modelo britânico inspirou reformas no Brasil, mas que aqui falta uma política integrada e clara, com regulação econômica previsível e autonomia institucional, enquanto a insistência em tarifas artificialmente baixas e subsídios distorce o sistema, atrapalha investimentos e compromete a sustentabilidade. Por fim, enfatiza que, para viabilizar os trilhões necessários à infraestrutura moderna e resiliente, é preciso abandonar a ilusão da tarifa baixa como fim absoluto e assumir os custos reais da transformação. (GESEL-IE-UFRJ – 11.08.2025)

GESEL: Nivalde de Castro critica subsídios da MMGD e alerta para desequilíbrios no setor elétrico

GESEL: Nivalde de Castro critica subsídios da MMGD e alerta para desequilíbrios no setor elétrico

Em 2025, a micro e minigeração distribuída de energia (MMGD) recebeu R$ 8,3 bilhões em subsídios, liderando os incentivos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que já totaliza R$ 27,6 bilhões. Nivalde de Castro, coordenador geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)e membro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), destacou durante o fórum Smart Grid 2025 que a MMGD entrou em um “círculo vicioso” de subsídios, comprometendo o equilíbrio do setor elétrico. Ele criticou a politização da política energética, que estaria sendo formulada pelo Congresso com base em interesses privados, sem embasamento técnico, o que, segundo ele, pode levar a uma crise financeira no setor. Castro questionou ainda o fato de apenas 2% dos imóveis receberem 25% dos subsídios pagos por todos os consumidores. Apesar das críticas, projeta-se que a MMGD alcance 78,1 GW de capacidade instalada até 2035, impulsionada principalmente pela geração solar fotovoltaica. (Megawhat Energy – 05.08.2025)

Abrace: Critério para definir teto para a CDE foi mal escolhido e pode ser contraproducente

Abrace: Critério para definir teto para a CDE foi mal escolhido e pode ser contraproducente

A Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia) criticou o critério adotado para limitar o crescimento dos subsídios na tarifa de energia, alertando que pode ser contraproducente. O primeiro relatório da Abrace sobre a Medida Provisória do governo revelou que o limite para subsídios será equivalente ao orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de 2026, ainda a ser aprovado pela Aneel. Isso pode gerar uma “corrida do ouro” para aprovar novos subsídios antes do estabelecimento do teto. A Abrace defende a imposição de um teto para as cotas, porém questiona o critério utilizado, que considera as despesas totais da CDE, podendo permitir a ampliação de subsídios que impactam os consumidores. A MP também aborda a redução dos custos associados às contratações compulsórias de usinas termelétricas, visando economia de cerca de R$ 110 bilhões ao longo dos próximos anos. A Abrace também comenta sobre os “jabutis” aprovados pelo Congresso Nacional, que tiveram vetos derrubados e representam custos significativos. A associação destaca a importância de novas regras para essas contratações, visando mitigar os altos custos envolvidos. (Broadcast Energia – 18.07.2025)

Consumidores arcarão com R$ 46,8 bi em subsídios energéticos em 2025

Consumidores arcarão com R$ 46,8 bi em subsídios energéticos em 2025

A Aneel aprovou o orçamento de 2025 da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em R$ 49,2 bilhões, sendo R$ 46,8 bilhões custeados diretamente pelos consumidores via tarifas – um aumento de 32,4% ante 2024. Os principais incrementos ocorreram nos subsídios para geração distribuída (+118%), fontes incentivadas (+34%) e Tarifa Social (+26,6%). A medida incorpora as novas regras da MP 1300, que ampliou benefícios para baixa renda, e cria mecanismo de rateio para excedentes: a partir de 2027, agentes beneficiários pagarão até 100% dos valores acima do teto. O crescimento da CDE reflete pressões setoriais, com despesas totais equivalentes a 8,5% da receita anual do setor elétrico. (Broadcast Energia – 17.07.2025)

Artigo de César Rezende: “Reforma do setor elétrico é oportunidade de futuro mais eficiente”

Artigo de César Rezende: “Reforma do setor elétrico é oportunidade de futuro mais eficiente”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, César Rezende (advogado especialista em setor elétrico) argumenta que a MP 1.300/2025 representa uma chance única para corrigir distorções históricas do sistema energético brasileiro, marcado por custos elevados e ineficiências. O autor celebra a abertura total do mercado livre até 2027, que permitirá a todos os consumidores escolherem fornecedores, estimulando concorrência e eficiência. Contudo, critica a exigência de propriedade direta de usinas para autoprodução, que inviabiliza modelos como project finance e desestimula investimentos. Rezende elogia o fim do “desconto no fio” e a correção de assimetrias tarifárias, medidas que promovem equidade no custeio da infraestrutura. Conclui que, com ajustes no Congresso para evitar novas distorções, a reforma pode pavimentar um setor mais transparente e competitivo. (GESEL-IE-UFRJ – 17.07.2025)

Aneel aprova CDE de R$ 49,23 bi para 2025 após impacto da MP 1300

Aneel aprova CDE de R$ 49,23 bi para 2025 após impacto da MP 1300

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2025 em R$ 49,2 bilhões, valor 32,4% superior ao de 2024. Desse total, R$ 41,4 bilhões correspondem à CDE-USO (rateada entre consumidores via tarifa) e R$ 5,4 bilhões à CDE-GD (para compensar descontos de micro/minigeração). O aumento impactará as tarifas regionais: +3,85% no Norte/Nordeste e +5,76% no Sul/Sudeste/Centro-Oeste. Os principais fatores do incremento foram subsídios a fontes incentivadas (acréscimo de R$ 3 bi), expansão da Tarifa Social (R$ 1,6 bi, impulsionada pela MP 1300), custos com microgeração (R$ 1,97 bi), Luz Para Todos (R$ 1,4 bi) e Conta de Combustíveis (R$ 1,8 bi). O valor não inclui mais recursos da privatização da Eletrobras, já direcionados ao pagamento das Contas Covid e Escassez Hídrica. (Aneel – 15.07.2025)